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4 Grandes Ideias de Atividades Didáticas para qualquer Ambiente
Equipe Editorial do Site

Se uma Atividade for Divertida, nem Parece que faz parte das Obrigações Escolares

Criança Brincando
Quem disse que não é melhor aprender brincando?

Brincar é uma coisa natural nas crianças. Por que não aproveitar essa atração espontânea por brincadeiras e usar em sala de aula, ou em casa, introduzindo elementos didáticos nas atividades?

Quem leciona sabe o valor que tem as brincadeiras no universo infantil. Então, por que não usar esse recurso a seu favor durante as aulas?

Os benefícios são muitos, dentre os quais, serve para transmitir conteúdos, conhecer a personalidade das crianças, saber quais suas dúvidas e qual seu nível de conhecimento.

O comum é que os professores não deixem a brincadeira ocorrer espontaneamente, eles tentam controlar tudo, o que inibe o desenvolvimento de diversos e importantes aspectos para a personalidade infantil. Brincando, a criança aprende a lidar com o mundo e forma as bases de sua futura identidade.

Ali, ela recria situações do cotidiano, experimenta sentimentos básicos, como medo, ansiedade, carinho, etc.

Só não dá para adaptar uma brincadeira a um determinado conteúdo. Essa atividade, pela sua natureza espontânea, não pode ser controlada. Mas, sendo bem usada pode se transformar numa excelente ferramenta de instrução e potencialização cognitiva.

Não deve ser confundida com os jogos didáticos, onde o instrutor tem controle total sobre as atividades. No jogo espontâneo a interferência deve ser mínima para não tirar a liberdade das crianças, nem inibir o grupo.

Antes das instruções, vamos entender qual a diferença entre Jogos Didáticos, Recreação e Brincadeiras.

A Brincadeira é organizada de forma livre e autônoma pela criança. Nela as coisas deixam de ter sua função real e se transformam, é o reino do faz-de-conta, aqui quem manda é a imaginação.

A Recreação também é uma atividade espontânea da criança e organizada por ela. É diferente da Brincadeira porque não tem necessariamente uma dimensão simbólica. Além disso, enquanto na brincadeira a criança pode ficar quieta, a recreação está normalmente associada ao gasto de energia, ao movimento.

O Jogo Didático simula uma brincadeira, mas não é feito espontaneamente pela criança, nem ela pode simular coisas do faz-de-conta. As regras são definidas pelo instrutor. Ali os conteúdos didáticos e cognitivos são apresentados em forma de brincadeiras. Todo processo é organizado e controlado pelo adulto.

Eis algumas dicas de como usar as brincadeiras como recurso instrucional.

1. Observe e Estude o Comportamento da Turma
Para começar, veja como as crianças brincam. Importante é tomar nota de tudo enquanto observa, para não deixar nada de fora. Eis algumas questões que você deve considerar:
  • Que papéis cada aluno representa?

  • Como as crianças se fantasiam, como se comportam fantasiadas?

  • Elas usam tempos verbais diferentes para separar o jogo da realidade?

  • Quantas crianças se unem em cada grupo? Alguns ficam sozinhos? Alguém não brinca?

  • Meninas e meninos ficam juntos?

  • Quais os espaços preferidos e durante quanto tempo as crianças brincam?

  • Na atividade elas se referem aos assuntos da aula, do cotidiano, da televisão, ou outras temáticas?

  • Que brinquedos elas usam mais: artesanais, industrializados, outros objetos aceitos na hora como brinquedo?

2. Descubra, Conheça quem são Seus Alunos
Com essas questões respondidas, você vai descobrir muita coisa importante sobre sua turma, informações úteis para interagir melhor com o grupo. Eis algumas informações que são compiladas a partir das brincadeiras:
  • Os assuntos que preocupam os alunos – os fatos geradores.

  • Como o grupo se relaciona entre si.

  • Traços da personalidade de cada um. Você poderá ver quem tem espírito de liderança, quem tem mais ideias, quais os mais tímidos.

  • Terá oportunidade de estudar o aspecto emocional de cada um.

  • Outra informação que surge são os conhecimentos que os alunos já possuem. Na sala de aula, isso não é possível de avaliar, e muitas vezes o instrutor não tem como saber quais são os temas que as crianças dominam e seu nível de linguagem.




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